Ricardo Fernandes Mena
Bloco de Notas | sobre marcas, emoções e comunicação | criado na sequência do Doutoramento pela Universidade de Vigo na área de Comunicação e à Docência na área de Marketing no IPAM.Arquivo para Recursos Digitais
O Protocolo Empresarial no Islão: reflexão e proposta estratégica
Conforme pedido pela minha estimada colega de Doutoramento, Josefa Piñeiro Castro , detalho abaixo as minha reflexões sobre o tema discutido nos nossos seminários de Protocolo.
Um tema discutível e complexo, mas essencial para que as relações entre empresas se façam tendo por base o profissionalismo e bom sendo de forma a promover relações cordiais e também permitir um correcto entendimento perante culturas e costumes diferentes.
Utilização dos Blogs Corporativos: conclusões
David Sifry, criador do site Technorati, o “google” dos blogs (empresa especializada na busca em blogs), em entrevista à Revista Época (edição 407), de março de 2006, as empresas descobriram um enorme potencial de mercado, perceberam que os blogs são um bom canal de divulgação de marcas e valores. Além disso, os blogs funcionam como um grupo de pesquisa online, sendo possível saber o que as pessoas dizem sobre a companhia, seus produtos e seus competidores.
Como conseqüência das mudanças provocadas nas empresas pelos blogs, David Sifry afirma que as companhias terão que se tornar mais transparentes e os consumidores participarão mais do processo de decisão das empresas.
Quando questionado se toda empresa deve ter um blog, Sifry afirma que depende da cultura da companhia, se é participativa ou de controle.
Uma cultura controladora não comporta um veículo questionador, livre e com tanta exposição como é um blog. Já o contrário, tem chances de se tornar algo positivo para a organização.
Um bom blog corporativo para Sifry é aquele que tem assuntos interessantes, linguagem informal incentiva a identificação das pessoas e é atualizado com freqüência. Muller (2006) afirma que as empresas devem definir a estratégia, os objetivos e o tipo de blog que a organização em questão poderá se beneficiar mais. São itens fundamentais para o êxito de um veículo desse tipo.
A criação de um blog pressupõe comprometimentos por parte da empresa e passam pela definição de que departamento ou área será responsável pela publicação e manutenção do veículo. Uma vez determinada a área responsável pela ferramenta, é importante lembrar que o conhecimento da organização, de seus valores, princípios e políticas é essencial para o gerenciamento do instrumento, além de ciência da dinâmica da blogosfera e do dia-a-dia de um blog, primando pela transparência e ética nos tópicos postados.
A definição de assuntos que serão abordados, a linguagem que será utilizada (por definição, os blogs utilizam uma linguagem mais informal), políticas de resposta aos comentários (moderados ou não) e de ação aos comentários ligados à organização são requesitos que devem ser pré-definidos antes da criação de um blog corporativo.
Passando à fase de implementação, surgem algumas regras essenciais sugeridas por Gustavo Ruiz Llavero:
1. Estructura de los contenidos. De qué vamos a hablar.
2. Confianza en los escritores.
3. Gramática y ortografía.
4. Claridad en el mensaje.
5. Emplear vínculos a las fuentes cuando se escribe de un tema sobre el que existe más información.
6. Autenticidad. Es una conversación, no una cuña publicitaria. La publicidad en el caso de los blogs es el resultado de su existencia y no la razón.
7. Contenido atractivo. El continente tiene menos importancia en un blog que en la página institucional o en la Intranet.
8. Continuidad. Una vez que se pone en marcha un blog, no debe parar.
9. Frecuencia. La actualización debe tener una frecuencia, al menos, semanal.
10. Efectividad. Existen muchas herramientas para conocer el número de visitas, su lugar de origen y la duración de las mismas –aunque en Internet las visitas son bastantes cortas en duración.
11. Adaptación del contenido. No se escribe igual en un blog que en un texto convencional.
Esta decisão de avançar ou não com um blog corporativo deverá assim ser assumida pela direcção da empresa pois abre naturalmente uma porta para o exterior e por isso deve estar integrada numa estratégia global. Uma empresa não deverá avançar por uma questão de “moda” mas antes de uma forma profissional pois será ou não um valor acrescentado para a sua notoriedade, como detalha Carolina Frazon Terra da Universidade de Santo Amaro