Ricardo Fernandes Mena

Bloco de Notas | sobre marcas, emoções e comunicação | criado na sequência do Doutoramento pela Universidade de Vigo na área de Comunicação e à Docência na área de Marketing no IPAM.

Arquivo para Recursos Digitais | U Vigo

As diferenças entre as Relações Públicas do Sec. XX e XXI – não estaremos sozinhos!

O consultor Ivan Pino apresenta de uma forma original as principais diferenças de comunicar no sec XXI e dos suportes mais adequados para os fazer. A globalização da comunicação tem fomentado a massificação na forma de comunicar aumentando a capacidade de interacção.

Hoje não falamos só na pessoa mas em tudo o que a circunscreve. Falamos em redes sociais como o facebook ou hi5 e é esta envolvente que temos de analisar, definir e avaliar. Será que para um determinado público um investimento em outdoors com elevados custos terá mais impacto do que ter uma presença no hi5?

Hoje numa empresa não podemos encarar que estas circunstâncias só se adequam para o lazer ou para distracção fora de horas. São de facto suportes que devem ser incluidos no mix de comunicação da empresa.

O essencial mantêm-se e ira manter-se sempre: quem é o cliente? como vive e respira? onde está? como interage?

Razões para as empresas criarem um blog corporativo

Interessante os pontos essenciais focados pelo consultor de comunicação, Ivan Pino, sob as razões que as empresas devem ter em conta para as vantagens de ter um blog corporativo.

Transcrevo assim as 14 razões do autor:

Difusión de ideas y contenidos.
Se considera al blog como un medio añadido de difundir informaciones interesantes para la empresa. Su eficacia se mide en número de visitas al sitio y de entradas posicionadas en los buscadores.

Orientación hacia el liderazgo.
La aproximación de una empresa a la blogosfera se entiende ahora como una apuesta de vanguardia, que se refleja en un incremento de la atención y cobertura mediática (dentro y fuera de la Web).

Creación de una comunidad.
La participación de la empresa en la Web Social le permite identificar e interactuar en la Red con las personas que conforman y determinan sus medios de desarrollo.

Puede sustanciarse en una red social estilo Facebook, tan exitosa como numerosos sean sus miembros. Aunque también se mide por la cantidad de enlaces y comentarios que reciba el blog.

Incremento de ventas.
Se espera que la comunicación desplegada desde una bitácora incida positivamente en los ingresos de la empresa, al igual que la publicitaria. Aquí, mandan los balances comerciales.

Información rápida a los clientes.
Se valora la agilidad y versatilidad que brinda Internet para informar a los usuarios de un sitio web, en este caso, clientes actuales y potenciales.

Posicionamiento en buscadores.
El mantenimiento de una bitácora genera contactos y contenidos (enlazables y etiquetables) que favorecen el acceso al sitio web corporativo desde los buscadores. Basta con teclear sus palabras clave (marca, sector, servicio,…) en Google para comprobar esa eficacia [comparar antes y después de publicar el blog].

Aumento de enlaces.
Los contenidos de un blog están orientados a ser compartidos, comentados y agregados. Todo ello genera enlaces con el sitio web que incrementa la accesibilidad de la marca en Internet. Puede controlarse en buscadores como Technorati o analizando el contador de visitas.

Obtención de subscriptores.
Los blogs cuentan con direcciones feed que facilitan la subscripción a sus actualizaciones mediante lectores RSS y correo electrónico. Es un mecanismo útil para potenciar las relaciones de una empresa con sus interlocutores. Aplicaciones como FeedBurner permiten seguir la evolución del número de subscriptores.

Recogida de sugerencias sobre productos.
Los comentarios a los artículos de una bitácora corporativa son canales abiertos a las propuestas de los clientes. Puede y debe explorarse ese camino sin miedo al debate (siempre que sea educado y respetuoso). En este punto, el examen pasa por el número de opiniones recibidas.

Atención al cliente.
Igualmente, una bitácora de empresa bien puede hacer las funciones de su servicio de atención al cliente en la Red. Las respuestas publicadas pueden, además, resolver ya las preguntas de otros usuarios. Aquí, la nota depende del volumen de consultas atendidas.

Relación con los Medios
Una bitácora corporativa constituye una excelente sala de prensa virtual, donde pueden ponerse las herramientas 2.0 al servicio de la información periodística. Al estilo de SHIFT: post noticiosos, imágenes en Flickr, videos en Youtube, antecedentes en del.icio.us, perfiles en LinkedIn, subscripciones RSS, etiquetas de Technorati… El clipping dictaminará su éxito.

Respuesta a las críticas
La existencia de un blog corporativo bien gestionado puede canalizar el descontento hacia la empresa de manera productiva para su imagen pública, en la medida en que resuelva adecuadamente las críticas publicadas en los comentarios.

Registro de clientes.
Una bitácora también puede ayudar a poner caras y ojos al cliente, más allá de los perfiles estadísticos, invitándole a participar, registrándose, en el desarrollo de sus contenidos. El número de clientes subscriptores determina el alcance de este objetivo.

Gestión de Crisis
Por último, el blog corporativo ofrece a la empresa un canal eficiente para defender públicamente sus argumentos cuando sucede algún evento, noticia o rumor que pueda perjudicar su reputación. Las hemerotecas, de bites y papel, darán cuenta de su eficacia.

E quais serão as desvantagens? que dificuldades terão as empresas perante as circunstâncias do que a web 2.0 implica na forma de comunicar das empresas onde o cliente ou internauta tem a capacidade e autonomia de opinar e assim poder ou não ser uma posição positiva da reputação da empresa?

Como investigadores e especialistas, deveremos antes de mais verificar se este ou outro suporte se enquadra na estratégia de comunicação da empresa e se neste caso de um enquadramento 2.0 se possui a estrutura capaz de lhe responder e de garantir equidade, rigor e imparcialidade na forma de encarar criticas positivas e negativas do meio envolvente.

É neste sentido que a comunicação interna pode ser um excelente elemento de aglutinar e testar de interagirem com os seus públicos e por que será que só falamos em cliente externos e nos esquecemos que são as pessoas que todos os dias personalizam a nossa marca e que são elementos decisivos de como os outros conhecem a nossa empresa.

A comunicação interna 2.0 é essencial para tudo aquilo que falamos acima.

Que utilidade poderão ter os Blogs na comunicação das empresas.

Após várias análises e discussão sobre este tema, deixo abaixo um documento que me parece muito conciso mas compelto sobre o tema. Indica também vários casos de empresas que rentabilizaram a ferramenta para melhor comunicar com os seus cliente internos e externos.

SUMÁRIO

Weblogging, also known as blogging, is an online phenomena providing the opportunity for employees at all
levels of an organization to communicate with each other and to form communities around products, projects, and
similar interests. As the technology has matured, many examples of successful blog implementations have surfaced
and best practices have evolved. Likewise, several missteps have been made along the way which serve as
learning opportunities.

This paper describes the different types of corporate blogs and their applications; lists best practices for running
one’s own corporate blog and for managing how your company is represented on others’ blogs; examines case
studies exploring successful and unsuccessful corporate blogging attempts; and contains a glossary of specialized
terms found in the blogging community.

This paper is intended for various audiences including executives faced with the decision of whether or not to
implement blogging at their company, human resources professionals who will need to handle blogging-related
incidents involving company employees, and marketers looking for ways to leverage blogs without damaging the
organization’s credibility in the fickle “blogosphere.”

Corporate Blogging

Utilização de Blogs Corporativos para o reforço da notoriedade da Marca – objectivos

Quando comecei a desenvolver a segunda parte deste tema e após mais uma pesquisa sobre os blogs corporativos, deparei-me com uma questão fundamental na utilização de blogs em geral e com significativa importância no que respeita aos blogs corporativos.

Jason Calacanis, co-Founder & Former CEO de Weblogs Inc., afirma que “Los blogs permiten contar con informaciones mucho más frescas y rápidas que los medios tradicionales porque hay menos control. Son más auténticos. No puedes publicar nada falso porque si lo haces seguró se sabrá y saldrás mál parado. En EEUU, todos los casos de blogs falsos han sido descubiertos. Esta no es la forma de comunicar en Intenet. Por el contrario, hay que ser innovadores”.

Os blogs corporativos podem ser utilizados como fonte de comunicação interna com os colaboradores, como comunicação corporativa ou mesmo com uma vertente comercial ou especializada como refere José Manuel Noguera Vivo, Periodista y profesor de Universidad SEK de Segovia, España. No entanto, qualquer que seja o seu objetivo a transparência e rigor na informação transcrita é essencial sob pena de anulação do objetivo ou mesmo de potenciar claramente uma notoriedade negativa da marca.

Antes assim de avançar para um blog corporativo devemos antes de mais assegurar a estrutura e normas de gestão e colocação de informação assim como de resposta a possíveis solicitações ou comentários.

Defendo assim que para esta questão, seja devidamente estudado pela direcção de comunicação da empresa ou da administração, um caderno de normas ou um manual de blog corporativo, que detalhe e defenda para a maioria das situações a de rigor de informação e de gestão do projecto. Os objetivos, os responsáveis, prazos de resposta, cadeia de aprovação de informação e formas de contacto. Só desta forma poderemos ambicionar a ter valor acrescentado para a reputação da empresa.

Antes de mais, teremos de detalhar que tipos de blogs existem e aqui recorro a Joseph Carmichael e Shawn Helwig que afirmar que os blogs poderão ter uma vertenta interna ou externa.

O Blog Interno é reduzido ao âmbito da empresa e tem acesso restrito aos colaboradores. Pode ser importante para partilha de ideias, de informações de funcionamento ou de gestão. Poderá, na minha opinião, ser utilizado como fomento da participação das hierarquias mais baixas na gestão dandos sugestões ou comentários que possam melhor o desempenho global da empresa, como demonstra este estudo Corporate Blogging: Building community through persistent digital talk desenvolvido pelo MIT.

Numa vertente diferente e por isso com requisitos mais rigorosos na informação disponibilizada, o Blog Externo tem uma abrabgência maior sobre a marca da empresa e dos seus produtos ou serviços. Desta forma, qualquer texto, imagem ou outro conteúdo poderá implicar uma opinião sobre a empresa e por isso desde já o cuidado a ter.

Em qualquer dos casos, é necessário um planeamento rigoroso da criação e manutenção do blog para que a imagem da empresa seja devidamente salvaguardada. Tanto no blog interno como externo, o procedimento deverá ser o mesmo visto que hoje o cliente interno assume uma posição relevante na gestão da imagem da empresa.

Como referem Joseph Carmichael e Shawn Helwig os objectivos são:

1. Transparência – pela razões já referidas, a honestidade da informação e procedimento é a base de qualquer projecto de sucesso;

2. Comunidade – em qualquer negócio, a lealdade de quem compra o nosso produto, de quem aprecia a marca ou os conteúdos é fundamental e aquilo que o gestor procura sempre. A actualização constante, a criação de redes de informação da mesma área e mesmo de investigadores que permitam criar um grupo de interesse sobre o blog. Desta forma, reforça-se o laço com a marca.

3. Consistência – a consistência traz rigor e confiança ao projecto do blog. Utilizando os mesmos critérios de comentário ou de linguagem reforçará a ligação e consistência para com o leitor.

4. Normas – como algumas informações podem ser restritas a um grupo (blog interno) ou erradamente indicadas noutro blog é conveniente estabelecer uma caderno de normas que evitem diferentes interpretações ou utilizações.

5. Compromisso – a criação do blog deve obedecer a um compromisso da direcção da empresas e dos colaboradores que nele participam.

6. Erros – visto ser uma ferramenta recente de comunicação, deverá a empresa rapidamente assumir o erro ou imprecisão pois caso não o faça a blogosfera pode-o fazer de forma rápida e muitas vezes negativa.

7. Receptividade – a empresa ou os seus produtos irão concerteza receber comentários negativos, e há que os tratar e responder da mesma forma caso fosse positivo. Isto demonstrará a capacidade de melhorar e de credibilidade da empresa e de quem a integra.

8. Usabilidade – como se trata de um suporte digital, existem algumas regras para o tornar fácil de usar, fácil de consultar e de comentar. Todas as questões podem assim transmitir ou não o profissionalismo da empresa.

9. Avaliação – a estratégia do blog terá de ser clara assim como a forma de o medir. Será assim essencial criar formas de internamente e em prazo determinado medir o impacto que o blog está a ter na imagem da empresa e no cumprimento dos objectivos definidos.

Neste post ficaram assim descritos as vertentes que os blogs poderão assumir assim como pontos essenciais para a empresa criar um suporte de comunicação credível e que por isso traga maior reputação no mercado que lhe permita ser um importante elemento de gestão de noticias e até de gestão de crises como refere Carolina Frazon Terra da Universidade de Santo Amaro no Brasil.

Saliento que, mesmo que numa primeira abordagem os blogs surgem de um movimento algo espontâneo, ele é uma peça que deve estar integrada na estratégia de comunicação da empresa e por isso deve ser uma extensão daqueles objectivos corporativos. Deve ser planeada e por isso ter recursos próprios que permitam facilmente precaver várias situações que surgem naturalmente pela comunidade externa ou interna da marca. Deve ser avaliada para que desta forma se consiga medir se os objectivos estão a ser cumpridos. No fundo, ser um suporte encarado com o mesmo profissionalismo que qualquer acção de comunicação da empresa.

No próximo post, irei detalhar as várias utilizações que os blogs podem assumir para a empresa.

Utilização de Blogs Corporativos para o reforço da notoriedade da Marca – introdução

Introdução ao Tema

Após as várias pesquisas efectuadas sobre o tema e com base nos pressupostos da comunicação 2.0 onde o utilizador intervém directamente nos conteúdos, envolvendo-se na sua composição, discussão e até na definição de vários itens como as vários forma de catalogar (folcsonomía) os assuntos decidi ter este tema como trabalho para a cadeira leccionada por Prof. Daniel Marti.

Os blogs corporativos têm várias finalidades e poderão, no caso de devidamente estruturados, ser um importante meio de comunicação e interacção com os vários clientes da empresa sejam eles externos ou internos.

Joseph Carmichael e Shawn Helwig definem um blog como “A blog is a Web site which is continually updated as a personal diary, collaboration space, news outlet, collection of links, or memos to the world. Almost anything can go into a blog, including: text, links, pictures, audio,
video, and more.”

Desta forma, permite um sem número de utilizações assim como uma fácil troca de conteúdos. No caso da empresa, em que qualquer forma que está presente no mercado é susceptível de emitir uma positiva ou negativa imagem perante o seu meio envolvente, a sua utilização deverá ser correctamente avaliada.

Qualquer estrutura de blog corporativa deverá respeitar determinadas regras que lhe pernita uma constante actualização e interacção com os utilizadores. Alguns dos autores estudados como David Coursey, defendem mesmo que as PME não o devem ter como forma de interacção pois exige um esforço de tempo e recursos humanos que muitas vezes estas empresas não têm. A utilização de email é assim considerado mais apropriado.

No próximo post irei detalhar os vários tipos de blogs corporativos e como os devemos articular com a estratégia global da empresa.

Pesquisa sobre Comunicação Corporativa: comunicação interna, meios e notoriedade

Após uma pesquisa detalhada sobre o tema na Internet, destaco e comento abaixo as principais considerações sobre o tema de Comunicação Corporativa.

Nesta fase da minha pesquisa incidi o meu estudo sobre 3 temas fundamentais para a temática da comunicação corporativa: Comunicação interna, meios de comunicação e notoriedade.

« Communicating to hundreds, sometimes thousands, of employees within an organization is no small feat. This challenge is further complicated in organizations with a global presence, where corporate headquarters is responsible for delivering the same message to satellite offices in geographically dispersed locations. But it’s not enough to just create the message. »
Retirado do artigo de Paulo Chin

Comentário: Com a globalização e as novas tecnologias, mais do que ter uma boa mensagem ou informação as empresas têm de seleccionar meios de comunicação que consigam que esta mesma mensagem seja bem entendida, de forma rápida e global. Seja através de um email, intranet ou blog corporativo a empresa deve estudar e segmentar o seu público assim como se faz com o cliente externo. Caso a empresa não possua uma coerente comunicação interna certamente que a comunicação com os seus clientes externos não será a mais rigorosa.

« The concept and practice of corporate communication being so broad, we were also interested in finding out what specific
functions constituted corporate communication in these companies. Respondents were asked to identify from a list of
functions the ones viewed as part of corporate communication in their companies. The findings reveal that brand strategy
and media relations (both mentioned by 87% of the respondents), followed by internet communication (82.6%), were seen
as the key functions of corporate communication among the respondents »
Retirado do artigo “Functions Of Corporate Communication to China Companys – autores Dr. Jay Wang and Dr. Michael B. Goodman” – Corporate Communication Institute at Fairleigh Dickinson University

Comentário: Neste documento é apresentado um estudo sobre comunicação corporativa nas empresas Chinesas e desde logo se pode constatar que grande parte dos inquiridos entende como funções principais da comunicação corporativa a estratégia de branding da empresa, a gestão com os media e a comunicação via Internet.
A evolução do mercado e a crescente globalização das marcas chineses exigiu uma crescente preocupação com o exterior, com a correcta implementação de uma comunicação da empresa que possibilitasse uma maior notoriedade no mundo.
A gestão dos meios de comunicação como é o caso da Internet são assim entendidas como fundamentais. Curiosamente, a comunicação corporativa vocacionado para os colaboradores e accionistas é aqui colocada em segundo plano.
Considero desta forma que a estratégia de comunicação deverá ser sempre baseada nas duas vertentes, interna e externa, pois só desta forma a mensagem e notoriedade se apresenta coerente perante o mercado.

« I frequently meet with customers and often encounter people who want to discuss topics from my blog. What I find the most compelling is that, through the blog, we are driving conversations that are important to our customers.»
Retirado do artigo “Sun Microsystems’ CEO Blogs” por Jonathan Schwartz, president and CEO.

Comentário: Após leitura da entrevista, os novos meios de comunicação corporativa permitem uma aproximação mais rápida e eficaz aos públicos sejam internos ou externos. Os blogs corporativos, como é o caso do CEO da Sun permite uma discussão de problemas, novas ideias, formas de melhorar a empresa e ter acesso rápido à administração da empresa.
Desta forma, penso que com alguns cuidados, o blog corporativo pode ser um excelente meio aglutinador de todos os que participam na empresa pois todos eles são decisivos para a correcta implementação da imagem da empresa. Deverão ter assim regras de participação de forma a manter uma comunicação aberta e renunciar a publicidade que possa desvirtuar o objectivo do blog.

«Cualquier Dirección de Comunicación Corporativa debe tener una serie de ideas claras, que conforman su filosofía, y tiene, por otra parte, que sumarle medios técnicos y humanos que sean suficientes para llevar a cabo sus tareas. Las ideas filosóficas no son los objetivos prácticos y concretos que pueden ir cambiando de año en año. Son, sin embargo, las claves generales que conectan con los principios sobre los que se asienta la empresa o con ideas de orden ético.»
Retirado de “Ideas claras y medios” por Benito Castro

Comentário: Destaco esta frase, porque na minha opinião antes de partir para qualquer estratégia devemos definir os objectivos. No caso da Comunicação Corporativa, porque poderá ser entendida de diversas formas por diferentes pessoas como clientes, fornecedores, meio envolvente e colaboradores deverá ser antes de mais definido os objectivos base respondendo ás seguintes questões:
1. Qual a história da empresa?
2. Quais os seus serviços/produtos
3. Com que entidades se relaciona?
4. Quem são os clientes?
5. O que torna a empresa única?

« A diferencia de otros conceptos que ha generado el management en las últimas décadas y que tuvieron un escaso desarrollo teórico y profesional, más allá del glamour inicial que los popularizó, la reputación corporativa constituye una síntesis de los factores de éxito de una compañía, de los duros como los resultados económico financieros o la calidad de la oferta comercial y también de los blandos como la responsabilidad social corporativa o la calidad laboral.»
Retirado de “Ques es la Reputación corporativa?” de Villafañe & Asociados.

Comentário: Uma rigorosa estratégia de comunicação corporativa ajudará também a reforçar a notoriedade da empresa perante o mercado. Desta forma, existe a necessidade de continuamente a avaliar e medir de forma a verificar se estará a atingir os objectivos definidos ou se, pelo contrário, estará a transmitir uma imagem errada da empresa. A reputação corporativa é assim algo que perdura com o tempo,é estrutural e resulta do interior da organização.
Considero assim pertinente este conceito pois também defendo que o verdadeiro conceito de marca corporativa resulta de dentro da empresa pois além de tudo existe uma componente emocional (Inteligência Emocional de Daniel Goleman) que correctamente potenciada é essencial e muito positiva para a notoriedade da empresa no mercado

« Como conclusión, podemos afirmar que los conceptos de identidad e imagen corporativa son interdependientes; no hay imagen sin identidad, pues lo que se comunica no puede ser puro diseño, sino que ha de estar anclado necesariamente en la realidad; y al mismo tiempo, no hay representación posible de la identidad si no es a través de la imagen, que constituye su mejor expresión. La imagen corporativa no atañe exclusivamente al departamento de comunicación, sino que es una tarea que afecta a la alta dirección y su gestión exige el compromiso de las distintas áreas funcionales de la organización y, en última instancia, de todos y cada uno de los empleados de la empresa. Una imagen y una reputación positivas, no son sólo el resultado de una buena comunicación. La comunicación es importante, pero hay otros rasgos de identidad fundamentales en la consecución de una buena reputación. A menos que la organización gestione eficaz y sistemáticamente su imagen, tal y como hace con otros activos de la empresa, el valor de este activo que es la imagen se depreciará, al tiempo que la consecución de objetivos será más costosa. La imagen debe gestionarse en todos los niveles de la organización y en todas las áreas de su actividad, pues el comportamiento de la empresa, cada acto de cada uno de sus empleados, tiene un efecto en su imagen global.»
Retirado de “Un Marco Conceptual Para La Comunicación Corporativa” de Norberto Mínguez Arranz es Profesor Titular de Comunicación Audiovisual y Publicidad en la Universidad Complutense de Madrid.

Comentário: Considero este artigo um excelente texto de divisão entre duas áreas normalmente que criam alguma discussão entre identidade e imagem no que concerne ao tema de comunicação corporativa. Acontece que muitas das empresas que prestam serviços nesta área pensam que só um logotipo ou desenho é suficiente para criar uma marca corporativa. Para criar uma marca corporativa duradoura é necessário uma estratégia que conssiga perceber a história da empresa,a sua missão, os seus colaboradores e o mercado, conseguindo criar uma identidade gráfica que lhe dê corpo.
Só desta forma se cria uma reputação e credibilidade perante os clientes internos e externos da empresa pois a comunicação corporativa é transversal à própria empresa.

« identidad es que lo emitimos e imagen es cómo nos perciben» (Carballo 1996, p. 151)

« En este sentido, lo que la empresa o la institucion hace o deja de hacer cada dia con respecto a sus publicos, determina a la larga el resultado a obtener en cuanto a la formacion de la imagem de la organizacion. El sentido común nos demuestra que una empresa con personal poco atento y antipático acabará teniendo mala imagen, incluso aunque sus prestaciones sean excelentes»
Retirado de Fernández, Fernando. Guia prática para la comnunicacion y la imagen local en la Region de Murcia, Pag. 41. Region de Murcia, 2006 ISBN 84-611-3994-1

Comentário: Os colaboradores da empresa desempenham na reputação da imagem corporativa um papel essencial visto que são eles que no dia a dia estão em contacto com o cliente. Mesmo que a empresa tenha uma excelente identidade, uma incorrecta prestação na forma de servir os clientes destrói tudo aquilo que se tenta implementar. Considero assim que a comunicação corporativa, começa antes de mais por uma boa comunicação interna e uma formação rigorosa dos seus colaboradores no que respeita à missão e valores da empresa.

Epistemologia y perspectivas del campo | Campanha “Amor Causa” da Renova”

Para este trabalho escolhi o tema “Relaciones públicas y comunicación corporativa” mais concretamente o caso Renova.

Neste caso, a Renova, uma empresa de referência em Portugal pela sua capacidade de inovação e de internacionalização, decidiu desenvolver um programa de responsabilidade social que lhe permitisse, além de uma maior notoriedade da sua marca corporativa, apoiar pessoas desfavorecidas neste caso no Brasil.

Este tipo de iniciativas favorece certamente o reconhecimento pela marca noutros Países que não o de origem, potenciando o seu sucesso pela proximidade que cria com as pessoas.

A investigadora Maria Gama da Universidade do Minho optou por um metodo de investigação que se baseou no estudo dos objectivos e projecto da comunicação corporativa da Renova e sobre como este projecto a poderia potenciar como marca assim como investigar de uma forma global como a temática da responsabilidade social.

A perspectiva que me parece mais adequada foi a investigação sobre um tema actual e sobre como foi posto em prática recorrendo para isso ao estudo do projecto. O campo de trabalho foi assim objectivamente definido o que permite uma noção concreta do tema.

O que parece mais subjectivo será o enfoque se calhar demasiado acentuado na experiência da empresa não vendo ou recolhendo dos testemunhos das pessoas que serão os destinatários.

Em resumo, acredito que algumas das informações essenciais não nos foram transmitidas aqui visto ser um resumo. No entanto, uma definição dos objectivos, dos campos de investigação e método poderia ajudar a um estudo mais detalhado e até mais prático.

Breves apontamentos sobre teorias de comunicação | ricardo mena

Na sequência do desafio proposto pelo Professor Daniel Marti na cadeira de Análise e Avaliação de Recursos Digitais, descrevo abaixo as principais características de cada teoria.

A HERMENÉUTICA, principal expoente de Teoria humanista, baseia-se na análise e compreensão da comunicação sem ter a preocupação de a explicar. Serve assim para a interpretar e não tem em conta o leitor.

A FENEMOLOGIA uma exacta observação e descrição do objecto devem preceder qualquer explicação e interpretação. É necessário, pois, no nosso caso, observar com rigor e descrever com exactidão aquilo a que chamamos conhecimento

A ETNOMETODOLOGIA provoca uma reviravolta na sociologia tradicional, pois, além da concepção singular da construção social, ataca exactamente a maneira como os dados são coletados e tratados. Para a Etnometodologia, a abordagem quantitativa que só se preocupa com a entrada e a saída dos dados sem observar o processo como eles são construídos, não reflecte adequadamente o modo de construção da realidade.
Engloba a Escola de Chicago.

A ESCOLA DE CHICAGO surge de uma contestação clara à visão física e quantitativa da comunicação resulta a uma linguagem baseada em símbolos que são comuns entre todos. (Interaccionismo Simbólico).

No CONSTRUCTIVISMO defende-se que o conhecimento da realidade resulta da forma como compreendemos e transmitimos a nossa percepção das coisas e que sobre a mesma realidade poderão existir diferentes pontos de vista. A falar, vamos criando a nossa própria realidade com os nossos interlocutores.

Os ESTUDOS CULTURAIS definem-se por ser a disciplina que se ocupa do estudo dos diferentes aspectos da cultura, envolvendo, por exemplo, outras disciplinas como a história, a filosofia, a sociologia, a etnografia, a teoria da literatura, etc.
(se for um curso de estudos literários). Aqui situamos a barreira onde se separa as teorias mais humanistas das mais científicas.

O RECEPCIONISMO estuda a opinião pública. São mais científicos mas dão importância à opinião do público.
Realizam estudos de audiência, interpretam o significado do discurso. São a síntese e tentam captar a essência do texto. A questão é que são também limitados a isto mesmo, à opinião de um público que nem sempre é verdadeiro.

A ETNOGRAFIA permite conhecer e estudar um grupo de pessoas numa determinada situação.

A ANÁLISE DISCURSO preocupa-se unicamente com o sentido dos textos no contexto não utilizando técnicas quantitativas.
O texto só é comunicação quando o receptor entra em diálogo.

Na teoria PRAGMÁTICA sustenta que o critério de verdade está nos efeitos e consequências de uma ideia, em sua eficácia, estudando o efeito do texto no público. Estuda as partes dos textos em que existe uma proposta de acção. É parte da Semiótica e não por isso ser independente na sua análise.

FUNCIONALISMO: Análise de dados e estatísticas mas que está condicionada por eles não deixando sitio para a livre opinião.

A SEMIÓTICA é um procedimento de decomposição de texto que permite estabelecer para um grupo num determinado prazo qual é o significado dos elementos do texto. É a ciência dos signos. Tem em conta o leitor e como compreende o texto.