Ricardo Fernandes Mena
Bloco de Notas | sobre marcas, emoções e comunicação | criado na sequência do Doutoramento pela Universidade de Vigo na área de Comunicação e à Docência na área de Marketing no IPAM.Arquivo para Comunicação Corporativa
As diferenças entre as Relações Públicas do Sec. XX e XXI – não estaremos sozinhos!
O consultor Ivan Pino apresenta de uma forma original as principais diferenças de comunicar no sec XXI e dos suportes mais adequados para os fazer. A globalização da comunicação tem fomentado a massificação na forma de comunicar aumentando a capacidade de interacção.
Hoje não falamos só na pessoa mas em tudo o que a circunscreve. Falamos em redes sociais como o facebook ou hi5 e é esta envolvente que temos de analisar, definir e avaliar. Será que para um determinado público um investimento em outdoors com elevados custos terá mais impacto do que ter uma presença no hi5?
Hoje numa empresa não podemos encarar que estas circunstâncias só se adequam para o lazer ou para distracção fora de horas. São de facto suportes que devem ser incluidos no mix de comunicação da empresa.
O essencial mantêm-se e ira manter-se sempre: quem é o cliente? como vive e respira? onde está? como interage?
Onde estará colocada a sua marca?
Um dos meus bloggers de eleição, Darmano, organiza de uma forma muito prática a várias fases porque passa uma marca.
De uma forma simples, conseguimos facilmente enquadrar a nossa marca nesta hierarquia sendo que a lealdade se encontra no topo. É de facto um ponto cada vez mais complexo de conseguir mas que não deixa de ser o objetivo que deve ter cada estratégia.
Não é decerto a primeira compra que caracteriza a admiração por um marca mas a repetição da mesma.
Congresso Protocolo Pontevedra
Estive presente com o meu colega Jorge Remondes e a minha colega de Curso Jose no Congresso de Protocolo.
No dia em que estive, foi muito vocacionado para a vertente institucional de protocolo onde se denota o grande rigor que cada evento exige e acima de tudo as várias realidades. Eliane Ubillus, especialista em Protocolo explicou as várias realidades de dos países sul americanos.
Destaque também para o Prof. Fernando Ramos, meu orientador de doutoramento, por continuamente apresentar novos estudos agora na área de protocolo universitário.
Não é de facto uma área com que me identifique mas é um facto a constatação da sua importância para a imagem global de um País ou de uma empresa. O protocolo é transversal e por isso pode ajudar cada um a diminuir o grau de incerteza e de erro em cada evento onde a empresa ou a pessoa está presente.
PS. deixo aqui a apreentação de um dos meus profesores Daniel Marti, sempre com uma perspectiva diferente em cada tema que explora. É um sinal também que as novas tecnologias podem ser um importante aliado nestes eventos.
O que é uma marca? Como afecta o planeamento da comunicação corporativa?
Muito interessante esta pesquisa realizada por Javier Velilla no site Bits PR:
Asegura Marty Neumeier que una marca no cuadra con muchas de las ideas preconcebidas que tenemos:
Una marca no es un logo.
Una marca no es una identidad.
Una marca no es un producto.
Una marca “It´s not what you say it is, it´s what they say it is”.
Las marcas no se definen por la percepción que las empresas tienen de sí mismas sino -y es la clave- por el conjunto de opiniones individuales de sus audiencias. Es decir, no son lo que transmiten sino lo que logran hacer creer a sus audiencias.
Neumeier hace hincapié en una pócima basada en cinco elementos que se conjugan en un círculo virtuoso: diferenciar, colaborar, innovar, validar, y cultivar.
Diferenciar: dado el excesivo caudal de información que recibimos, nuestro cerebro actúa como filtro y urge diferenciar y focalizar.
Colaborar. Hay tres modelos para organizar la colaboración de marcas: el “one stop shop”, el “brand agency” y el ” integrated marketing team”.
Innovar: “Tobegin with, the brand needs a stand-out name”. Se relaciona el tener un símbolo, un icono, un avatar, un envase adecuado.
Validar: incorporar a la audiencia dentro del proceso creativo. Se afirma que “the best test are cheap, quick and dirty” y qué mejor una vaga respuesta a la pregunta correcta que una respuesta detallada a la pregunta errónea.
Cultivar: el negocio es un proceso, no una entidad. Las marcas son como las personas. Viejo paradigma: “control the look and feel of a brand”. El nuevo paradigma: “Influence the character of a brand”.
“How business are using Web 2.0” – Estudo McKinsey
A reputada empresa de consultoria McKinsey publicou um estudo realizado a cerca de 3000 empresários sobre a importância da comunicação 2.0.
O investimento nas empresas é especialmente vocacionado para ferramentas colaborativas que permititão um lehor fluxo de comunicação interna e de envolvimento com a missão da empresa.
Ver estudo
Responsabilidades da Comunicação Corporativa – ensaios
Um dos autores investigados sobre o tema da Comunicação Corporativa, Riel , caracteriza como principais responsabilidades da comunicação corporativa:
+ Desenvolver um perfil consistente da organização por detrás da marca;
+ Desenvolver iniciativas que reduzam as diferenças entre a identidade e a imagem desejada, convergindo na interacção da estratégia, Imagem/identidade;
+ Organizar a comunicação, desenvolvendo e implementando directrizes que coordenem toda a comunicação interna e externa, dirigindo e disciplinando a comunicação na prática.
Interessante a sua descrição que numa primeira análise parece uma definição comum da responsabilidade da comunicação corporativa.
No entanto, numa visão mais detalhada podemos constatar que coloca em nível de igualdade a comunicação interna e a externa, os clientes internos e externos e isto não é comum em vários investigadores.
A comunicaçao interna será então a base de uma boa comunicação externa? dependem uma da outra? qual a mais importante?
A gestão moderna de pessoas segundo Chiavenato
Estamos face a uma moderna Gestão de Pessoas, que segundo Chiavenato , se baseia em três aspectos fundamentais:
1. As pessoas como seres humanos. Cada pessoa é um ser único, particular, com uma vivência passada e presente, que se reflecte no seu saber diferenciado, no seu conhecimento, habilidades e competências. Características estas essenciais essências á correcta gestão dos recursos organizacionais, em que são consideradas como pessoas e não como recursos organizacionais.
2. As pessoas como actuadoras inteligentes de recursos organizacionais. As pessoas são elementos capazes de dotar a organização de inteligência, talento e aprendizagem, de a impulsionar, de a dotar de uma constante renovação e competitividade, face a um ambiente repleto de mudanças e desafios. As pessoas são fonte de dinamização e impulso, não são parceiros inactivos, imóveis e apáticos.
3. As pessoas como parceiros da organização. A mais-valia das pessoas, é sem dúvida a capacidade destas em conduzir a organização ao sucesso. Ao serem consideradas parceiras, as pessoas investem na organização com esforço, dedicação, responsabilidade, comprometimento, com o fim de conseguirem retorno do que investiram, como salários, incentivos financeiros, ajudas de custo, ascensão hierárquica. A medida do retorno é muito importante, se tivermos em conta que existe um nexo de relação, entre incentivo para fazer, com recompensa boa e sustentável.
Na minha opinião, não serão estes os elementos essenciais de sempre para construir uma relação sólida com as pessoas que encarnam a marca da empresa todos os dias?
Será que existe uma gestão moderna como nos fala Chiavenato? acho sinceramente que não.
O que indica como fundamental é do meu total acordo mas deveremos reconhcer que as empresas que mais admiramos (e que podem não ser as mais conhecidas…) partilham certamente estes valores para com as suas pessoas, que são mais que recursos, mas o centro da sua atenção, do seu valor.
Isto não é somente uma opinião. É aquilo que vivo todos os dias e que tem sido confirmado várias vezes por vários autores na minha investigação da tese.
De facto, outra coisa será por em prática todos os dias mantendo a motivação em torno da marca efectiva, apaixonante e partilhada com todos que são diferentes.

