Ricardo Fernandes Mena
Bloco de Notas | sobre marcas, emoções e comunicação | criado na sequência do Doutoramento pela Universidade de Vigo na área de Comunicação e à Docência na área de Marketing no IPAM.Arquivo para Abril, 2008
Responsabilidades da Comunicação Corporativa – ensaios
Um dos autores investigados sobre o tema da Comunicação Corporativa, Riel , caracteriza como principais responsabilidades da comunicação corporativa:
+ Desenvolver um perfil consistente da organização por detrás da marca;
+ Desenvolver iniciativas que reduzam as diferenças entre a identidade e a imagem desejada, convergindo na interacção da estratégia, Imagem/identidade;
+ Organizar a comunicação, desenvolvendo e implementando directrizes que coordenem toda a comunicação interna e externa, dirigindo e disciplinando a comunicação na prática.
Interessante a sua descrição que numa primeira análise parece uma definição comum da responsabilidade da comunicação corporativa.
No entanto, numa visão mais detalhada podemos constatar que coloca em nível de igualdade a comunicação interna e a externa, os clientes internos e externos e isto não é comum em vários investigadores.
A comunicaçao interna será então a base de uma boa comunicação externa? dependem uma da outra? qual a mais importante?
VIII Jornadas de Comunicação e Protocolo – Pontevedra, Espanha
A Universidade de Vigo celebra em Maio as VIII Jornadas de Comunicação e Protocolo, dedicadas ao Protocolo Institucional.
Dentro das mesmas terá lugar o 1º Encontro Hispano-Luso-Iberoamericano de Protocolo Corporativo.
Vão participar no evento representantes da Argentina, Brasil, Venezuela, Portugal e Espanha.
As Jornadas estão abertas a todos os profissionais da comunicação corporativa e protocolo.
Organizado pelo Departamento de Psicologia Evolutiva e Comunicação da Universidade de Vigo, sob a direcção do Prof. Doutor Fernando Ramos, celebrar-se-á nos dias 21 e 22 de Maio, na Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação, o VIII Curso/Jornadas de Comunicação Corporativa e Protocolo que este tem a seguinte denominação: “A função do protocolo corporativo na imagem das instituições e empresas”.
O Curso é patrocinado pela Secretaria Geral de Comunicação da Presidênca da Junta da Galiza e pela Caixanova.
A matrícula é gratuita através do site da Universidade de Vigo.
A gestão moderna de pessoas segundo Chiavenato
Estamos face a uma moderna Gestão de Pessoas, que segundo Chiavenato , se baseia em três aspectos fundamentais:
1. As pessoas como seres humanos. Cada pessoa é um ser único, particular, com uma vivência passada e presente, que se reflecte no seu saber diferenciado, no seu conhecimento, habilidades e competências. Características estas essenciais essências á correcta gestão dos recursos organizacionais, em que são consideradas como pessoas e não como recursos organizacionais.
2. As pessoas como actuadoras inteligentes de recursos organizacionais. As pessoas são elementos capazes de dotar a organização de inteligência, talento e aprendizagem, de a impulsionar, de a dotar de uma constante renovação e competitividade, face a um ambiente repleto de mudanças e desafios. As pessoas são fonte de dinamização e impulso, não são parceiros inactivos, imóveis e apáticos.
3. As pessoas como parceiros da organização. A mais-valia das pessoas, é sem dúvida a capacidade destas em conduzir a organização ao sucesso. Ao serem consideradas parceiras, as pessoas investem na organização com esforço, dedicação, responsabilidade, comprometimento, com o fim de conseguirem retorno do que investiram, como salários, incentivos financeiros, ajudas de custo, ascensão hierárquica. A medida do retorno é muito importante, se tivermos em conta que existe um nexo de relação, entre incentivo para fazer, com recompensa boa e sustentável.
Na minha opinião, não serão estes os elementos essenciais de sempre para construir uma relação sólida com as pessoas que encarnam a marca da empresa todos os dias?
Será que existe uma gestão moderna como nos fala Chiavenato? acho sinceramente que não.
O que indica como fundamental é do meu total acordo mas deveremos reconhcer que as empresas que mais admiramos (e que podem não ser as mais conhecidas…) partilham certamente estes valores para com as suas pessoas, que são mais que recursos, mas o centro da sua atenção, do seu valor.
Isto não é somente uma opinião. É aquilo que vivo todos os dias e que tem sido confirmado várias vezes por vários autores na minha investigação da tese.
De facto, outra coisa será por em prática todos os dias mantendo a motivação em torno da marca efectiva, apaixonante e partilhada com todos que são diferentes.